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27.08.2011

Luís Figo em entrevista à Revista Notícias de Sábado

O que mais o sensibiliza no trabalho solidário?

LF: O que mais me sensibiliza é ver que o nosso trabalho contribui, realmente, e dentro das nossas possibilidades, para a melhoria das condições de vida daqueles que por motivo de saúde ou condições sócio-económicas são privados do seu pleno direito de cidadania.
A Fundação Luís Figo é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que efectivamente desenvolve um trabalho solidário e criterioso, é essa a sua missão.
Foi com base nas premissas de solidariedade, igualdade, oportunidade e contribuição para a melhoria das condições de vida das crianças e jovens desfavorecidas, que em Março de 2003 decidi avançar com este projecto, e que, felizmente, em crescendo, tem vindo a desenvolver um trabalho consistente e credível na área da responsabilidade social.


Tem alguma história que o tenha sensibilizado de forma especial?

LF: Quando se lida com situações delicadas, que de facto são uma constante no dia a dia da Fundação, é complicado destacar um momento, ainda assim, posso referir uma situação que se passou numa das nossas iniciativas de comemoração do Natal passado.
Por essa altura, recebemos um pedido que referia como sendo o “sonho da vida de uma jovem, conhecer-me!”, essa jovem, é portadora de uma doença rara, que não lhe permite aos 17 anos, saber ler e escrever. Convidámo-la a assistir ao espectáculo de Circo de Natal da Fundação Luís Figo e o momento em que fomos apresentados foi realmente muito emocionante, o sorriso, o nervosismo, o choro de alegria e emoção, a felicidade que transmitiu, deu-me uma enorme e especial satisfação, por ver que com um gesto “tão pequeno” conseguimos proporcionar um momento de tamanha felicidade, foi realmente marcante!


Os jogadores de futebol pela imagem que projectam no Mundo têm uma responsabilidade extra no serviço cívico?

LF: É verdade que o futebol é um mobilizador universal de massas e que a figura de um atleta profissional é vista muitas vezes como um exemplo para muitos jovens. No meu caso concreto, a constituição da Fundação, foi o concretizar e levar à prática essa consciência de responsabilidade social e cidadania.


Acredita que faz a diferenças nas iniciativas que promove e organiza?

LF: A Fundação Luís Figo desenvolve o seu trabalho em quatro áreas de actuação, a Saúde, a Educação, o Desporto e a Acção Social, e através dos seus próprios projectos ou em colaboração com entidades terceiras o objectivo é contribuir para a criação de oportunidades e a melhoria das condições de vida daqueles que menos têm.
Acredito que sim, que à nossa dimensão, temos efectivamente contribuído. Há sempre mais para fazer, como é óbvio, mas a nossa participação tem certamente ajudado já muitas crianças e jovens a melhorar as suas condições de vida e igualmente contribuído para o acesso a determinadas oportunidades e vivências que de outra forma não lhes seria possível.


A Fundação Luís Figo já tem projecção internacional…Sente orgulho nisso?

LF: A nossa projecção internacional tem sido conseguida nestes últimos anos através da realização do jogo Allstars, jogo de futebol de solidariedade organizado pela Fundação, que se realizou em 2008 na Roménia, em 2009 na Suíça, em 2010 em Angola e este ano, no passado dia 17, em Viena.
Com a realização destes jogos conseguimos apoiar diferentes instituições e causas, como a UNICEF, a Laureus, a Ronald Mc Donald, a IPSS – Movimento ao Serviço da Vida, na reconstrução da Casa das Cores, que é uma casa de acolhimento para crianças desfavorecidas. As receitas da edição do ano passado, reverteram para o novo projecto da Swatch, Uma Casa para o Mundo, que é o primeiro Centro em Portugal de acolhimento temporário para crianças refugiadas.
As verbas do jogo deste ano serão canalizadas para os vários projectos que temos em curso.
Estes jogos, sempre associados a causas sociais, são o nosso maior “motor” de angariação de fundos para desenvolver e realizar os diversos projectos e iniciativas nas nossas quatro áreas de actuação.

Refiro ainda um outro projecto, realizado além fronteiras, em Moçambique, em parceria com a Associação “Um Pequeno Gesto” e que se refere ao “apadrinhamento” que fizemos de três crianças órfãs, a quem proporcionámos um “tecto”, com a construção de uma nova habitação, permitindo-lhes assim ter as condições de higiene, comodidade e saúde mínimas, que são (deveriam) ser consideradas “básicas” para uma vida digna. Asseguramos igualmente a alimentação, com entrega de alimentos, a educação, com a frequência escolar e também algum vestuário.


O que lhe dizem as pessoas com quem contacto nas iniciativas da Fundação?

LF: Pelo percurso que a Fundação Luís Figo tem vindo a realizar, é com orgulho, posso dizê-lo, que a receptividade tem sido muito positiva.
As pessoas agradecem o nosso envolvimento e a nossa colaboração, e saber que, na medida do possível, o nosso trabalho e os nossos objectivos têm vindo a ser cumpridos é realmente gratificante.
Um sorriso, um obrigado, um desenho de uma criança são a recompensa mais que suficiente para continuar a “crescer” e a acreditar nesta nossa missão.

 

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